quarta-feira, outubro 31, 2007

A Última Ceia

A Última Ceia para quem a quer ver até ao seu mais pequeno detalhe, garanto que se pode ver o grão da textura da parede.

Aqui

segunda-feira, outubro 29, 2007

Beja, cidade em movimento


Sem muito tempo para ser In porque ando a tentar ser útil e já farta do meu próprio trocadilho com o nome do blog, desculpo-me pela longa ausência, tenho incumprido a promessa de postar coisas do atelier onde participei, mas a verdade é que não tem havido tempo para tudo e Beja, quando quer, pode chegar a ser uma cidade absorvente. Cidade cada vez mais complicada hoje mostra-me o exemplo real das suas repercussões na vida dos seus habitantes.

Hoje tive uma aula de substituição e o professor chegou um pouco em cima da hora, desculpou-se e disse que apanhou transito, olhamos um para um outro incrédulos de certeza que lhe terá passado pela cabeça o mesmo do que a mim, nunca pensamos dizer/ouvir isto sobre a cidade, e ambos termos a certeza de que pode perfeitamente ser verdade. Este é um facto que para uma pessoa de Lisboa pode ser difícil de entender, e difícil de entender por várias razões, à partida óbvias (para eles) mas se calhar nem tanto assim.

do Cast. apañar

v. tr.,

colher;

levantar do chão; tomar; agarrar; apoderar-se de;

… neste sentido uma 1ª razão poderá ser obvia e a 2º e mais importante é a incontornável reputação de cidade tranquila e pacata que a cidade adquiriu ao longo dos anos. Nada se passa em Beja e os carros podem parar para as suas condutoras irem buscar os vestidos às lojas, voltar e por o carro a conduzir, ou ver montras do carro, cumprimentar as pessoas à janela e fazer conversa de elevador de dentro do carro a quem passa na rua. Estas são coisas que têm que abandonar, como hábito comum, a vida dos seus habitantes, que têm de comprometer-se faze-lo apenas ao Domingo, dia em que a cidade teima em não abandonar a fama que tem e não se passa nada. Outro motivo que pode soar estranho aos que estão longe da cidade é… de onde vêm os carros se Beja é suficientemente pequena para todos se conhecerem?! Pois é, Beja não é assim tão pequeno e há cada vez mais estudantes na cidade. Estudantes esses que este Domingo se propuseram eles mesmos arruinar a reputação da cidade cantarolando em plenas Portas de Mértola antes de todas as senhoras de respeito irem à missa. Vida estudantil de espírito desenfreado e solto que traz a cidade muito mais do que alguma vez o Bejense imaginou. Li isto no Viagra e Prozac, e neste contexto vale a pena frisar que a nossa pacata cidade já se prestou às mesmas possibilidades vistas aqui, no nosso mesmíssimo Karas podemos ver cenas destas, o difícil foi fotografar. Beja já é capaz de muito.

Já agora… visitem, vale a pena, um blog que se apresenta, quase como este, sem grandes presunções, Viagra e Prozac declara-se tonto e mal frequentado, a grande diferença será que as reflexões poderão ser úteis a quem não seja sério… as minhas são mesmo in-uteis em todos os casos.

segunda-feira, outubro 01, 2007

Vamos a comprar...

Atelier de Escrita Erótica





Hoje ainda não consigo falar sobre ele, digo apenas as frases que nos ficaram daí, e nem sequer foram apenas estas, foram mais. Estas são as que escolhemos para embalar o grupo no canto das suas doces vozes e embalos, antes de mergulhar.

Obrigado a todos






quarta-feira, setembro 26, 2007

Início das aulas



Como é hábito já há muito tempo, nesta altura do ano, sucedem-se os famosos rituais de inclusão pela humilhação e abuso de um poder... bom ...

Estas recém chegadas a Beja, rebolam-se em cima umas das outras a gritar: "Sou um croquete!" Quando me conseguírem explicar a utilidade disto, poderei eventualmente entender as praxes. Normalmente o primeiro argumento para me tentar explicar o sentido é:

"São jogos giros que fazemos para as integrar!"

Ponto 1: Se são tão giros porque não vejo nenhuma veterana a rebolar e a gritar que é croquete?

Ponto 2: Nunca tive problemas de socialização, guardo amigos de todas as escolas onde andei, sou valorizada e querida por eles como qualquer pessoa pode ser pelos seus amigos e nunca precisei de me rebolar em cima deles a dizer que era croquete, a mando de pessoas que não conheço!

Desculpem os trajes negros... mas parece-me a mim que se fosse para fazer bem andavam de branco não é?! ;) (brincadeira!)

segunda-feira, setembro 24, 2007

Mais exposição ...

teresa, apresenta...




domingo, setembro 16, 2007

Desafio lançado pelo Bom Gigante

A 5ª frase completa da pag 161 do livro q tinha mais próximo é:

"Porque tu não és medo, tu és amor."
Conversas com Deus, Neale Walsch

Acabo de chegar da Conferência pública, dedicou a sua tarde, Sua Santidade Dalai Lama, a falar-nos de compaixão e amor. Leio os mails e está o desafio lançado, a curiosidade não me deixou esperar e agarrei o primeiro livro... que não é o que estou a ler (li em 2003), não é o meu favorito, nem a frase é a que eu teria pensado que gostava que fosse... mas a coincidência pareceu-me maravilhosa! :)

Não sei a quem hei-de passar o desafio ... já decido ... ;)

quinta-feira, setembro 06, 2007

Vidigueira...

Foi assim...
...não foi só assim, mas já é uma espreitadela... sobre o meu Sonho... :) Obrigado a todos


sábado, setembro 01, 2007

Sua Santidade visita Portugal

Quem quiser ver este sorriso... tem agora a sua oportunidade :) até pensaram em pessoas como eu e disponibilizaram bilhetes a 10 €.

Sua Santidade DalaiLama vem a Portugal este mês e não quis deixar de o mencionar aqui. Já tenho bilhete para a conferência dia 16, e qualquer pessoa pode comprar o seu pela Internet. Mas quem tiver oportunidade poderá ir ouvir os seus ensinamentos durante os 3 dias anteriores. Toda a informação está disponível num site muito completo que responde também a dúvidas mais frequentes que se poderão relacionar com o evento. Aqui deixo o Link feito pela organização do evento DalaiLama em Lisboa 2007.


domingo, agosto 12, 2007

Yin - Yang

Ontem assisti a uma cena de namorados que por si só me fez rir bastante e pensar bem no meu papel como mulher, mas hoje, lendo o blog Vida de casado foi quase inevitável não tornar isto num pensamento mais profundo e impossível de não registar.

A cena foi a porta da discoteca aqui em Beja.
Sai uma rapariga com um ar bastante zangado, passados alguns segundos segue-se o rapaz, com ar sorridente, queria controlar-se mas não podia, por isso talvez lhe tenha dado esse tempo, não sei. Respirou fundo e depois soltou… ‘mas não era nesse sentido, eu não te queria ofender’ …

Foi uma cena de namorados como outra qualquer mas, sem dúvida, que me chamou a atenção para o papel dramático, roçando o ridículo, que uma mulher pode chegar a fazer por não controlar a sua sensibilidade (ou TPM, ás vezes a culpa não é sempre nossa). Foi engraçado perceber que aquela questão de nos vermos no outro pode trazer revelações bastante promissoras num sentido de ascensão no percurso de evolução pessoal (ascensão se considerarmos no topo o ser a melhor pessoa que podermos ser).

A outra revelação importante no meu crescimento pessoal foi a frase lida no Vida de Casado, onde ele nos descreve de um modo que eu nunca nos tinha perspectivado, porque obviamente, tenho uma visão demasiado feminina de mim mesma.

“Afinal temos que nos lembrar que as mulheres, ao contrário de nós homens, tem um defeito genético qualquer que faz com que, quando estão a ver televisão, continuem a pensar.”

É impressionante o humor com que este senhor fala, ao mesmo tempo, de aceitação, da nossa complexidade feminina e da facilidade com que o homem se consegue abstrair de demasiadas coisas, mas que nem por isso tem menos sensibilidade. Descreve-se como “Sempre disponível para fazer tudo o que for necessário, para que elas sejam felizes, e sempre com um sorriso nos lábios.” mostrando a toda a população que sofra de demasiado Yin nas suas atitudes e pensamentos, que o homem, nem sempre é tão alheado da realidade como possamos pensar, mas que para isso temos de dominar os nossos génios e dar-nos a oportunidade de observar isso, basta parar e observar.

(se calhar temos que parar e não pensar por alguns minutos, mas se for para perceber que eles estão a fazer tudo o que lhes é possível para agradar, se calhar o esforço, merece a pena :) )

sábado, agosto 11, 2007

Cada coisa é o que é

Vinda de férias, tive alguns problemas no computador, por isso se foram estendendo os tempos sem postar mas há várias questões in_úteis em que ponderei durante as férias e gostaria de partilhar, tirem delas, o mais in ou o mais útil consoante vos apeteça.

Uma das questões com que mais me deparei estas férias, é a vontade gritante que as pessoas têm de se abrir para a sua espiritualidade. Entendo por viver a espiritualidade, a vida que se proponha a adquirir uma consciência mais plena. A minha grande mestre Nalanie Chellaram, recorda-me bastantes vezes… "As the mind, so the man", provérbio este que se for interiorizado e consciencializado pode levar a uma mudança interior profunda a que chamo, viver a espiritualidade, abrir-se a uma parte de si que não seja perturbada e confusa, entender o universo como uma coisa de regras simples, constantemente exemplificadas na Natureza.

Visitei a Fnac e vi que este é o tema do ano, sem qualquer dúvida. Há livros de todos os tipos, para os que já sabem que têm que mudar, para os que ainda sofrem muito porque são vitimas do universo e de um Deus que se esqueceu deles, para os que sofrem mas já perceberam que são vitimas de si mesmos, para os que acreditam que fazem parte de um cosmos divino e para os que ainda precisam da ciência a dizer que se calhar há mesmo a possibilidade de existir uma lei de atracção em que o positivo atrai o positivo e que haja coisas que ainda não pode explicar completamente.

É interessante pensar que a abertura de consciência está a fazer uma tentativa de expandir-se, espalhar-se pelas pessoas. É bom pensar que as pessoas estejam a admitir uma verdade além das suas perspectivas. Nem sempre conseguimos Ver a verdade, com os olhos físicos e não significa essa impossibilidade humana, que a verdade não exista ou não se manifeste de outras formas. Como pessoa interessada nas pessoas, e seus problemas sempre me dediquei a estes temas de crescimento pessoal, lia filosofias, psicologias e essencialmente Observava as pessoas. Observo muito... e uma das coisas com que me deparei foi que as pessoas mais infelizes, ou com mais problemas contém, quase sempre, uma grande dose de soluções para problemas alheios, ou uma grande dose de possibilidades exteriores directamente responsáveis pelos seus problemas.. ‘se ao menos tivesse aquele carro’ ‘se ganhasse o euromilhoes’ ‘se ele gostasse de mim’ … tudo se deve a um factor exterior a si, deixando a pessoa, em si, completamente livre para continuar a fazer aquilo que bem lhe apetecer porque nunca será responsável num sistema de fugas como este. Todos, alguma vez (ou muitas como é o meu caso) já entramos neste sistema que nos iliba sempre de ser os responsáveis. Ser humano sem essa parte é quase não o ser, é quase como um lisboeta que não conheça os pastéis de Belém, ou um alentejano que não tenha provado migas, ou um português que não tenha ouvido anedotas sobre os funcionários públicos.

De todos os livros, quase sempre, são os que dizem as coisas mais simples que me fazem pensar mais, um deles sugere:

Que tal, aceitar.... Aceitar que Cada coisa é o que é… cada homem, cada situação. As coisas são o que são, eu sou aquilo que sou, não sou aquilo que fui nem aquilo que seria, sou o que sou. As coisas não têm que ser aquilo que gostaríamos, ou aquilo que nos desse mais jeito, são o que são. Podemos gostar, mas não foi isso que implicou que aquilo fosse o que fosse. Podemos não gostar, mas isso não altera o estado de ser da coisa, ou da pessoa, ou da situação que estamos a viver.... 1º passo, aceitar. Aceitar aquilo que temos.

(Queria terminar por aqui, mas parece quase inevitável sugerir, que alguns não entrem em pânico por não ter o que sempre desejaram, e que não é por terem comprado o The Secret que vão ter... há que pensar, fazer, sentir algo diferente, para ter coisas diferentes das que sempre tivemos. Este pode ser um 1º passo, considerando, nestes casos, não entrar em pânico o 2º :))

segunda-feira, julho 16, 2007

Saramago escandalizou o país e provocou reacçãoes, reacções escandalizam-me num país que não para de me escandalizar...


"A visão do sr. Saramago é uma visão do século XIX e não do século XXI. É muito fácil odiar Portugal no estrangeiro, o que é difícil é defender os interesses de Portugal no estrangeiro e isso o sr. Saramago é manifestamente incapaz de fazer." Foi desta forma que Martins da Cruz, ministro dos Negócios Estrangeiros do Governo de Durão Barroso e antes disso embaixador de Portugal em Madrid, comenta as declarações do Nobel português.

Excerto da notícia do DN online...

Perguntas:
é dificil defender os interesses de portugal no estrangeiro e aqui é fácil defende-los?, estamos nós num país em que seja fácil defender aquilo a que supostamente teriamos direito?
Será que estamos num país assim tão maravilhoso em que seja necessário viver no estrangeiro para esquecer a sua magnitude, estrutura económica invejável, sistema de saúde impecável e de acessibilidade facilitada, burucracia rápida e inexistente... ?
De quantos anos seria a jornada no estrangeiro para esquecer/recalcar as maravilhas do país e começar a odia-lo? É só quem está fora que odeia o país que tem? É só quem está fora que diz triste que a salvação para não nos consagrarmos Républica das Bananas antes de 2010 estará possivelmente na vizinha Espanha?

É Espanha, realmente, exemplo de trabalho ou não? Não sei, reparem nos campos de olivais do nosso querido Alentejo... Os mais cuidados e produtivos... de quem são?

Oliveiras mal cuidadas de um lado Todo Olivo do outro...

segunda-feira, junho 25, 2007

Mensagens da Agua

O Homem de hoje, de uma maneira geral, já se apercebeu que a energia é algo que não pode negar. A ciência tem ajudado na busca de alguma credibilidade fazendo estudos detalhados sobre o pensamento positivo e as suas influências mas Acreditar, na sociedade de hoje, não é uma atitude natural, o Homem exige provas. Quem tem fé e não tem estudos, não se desanima e segue a sua fé, a sua intuição. Quem tem uma intuição acompanhada de uma capacidade de dedicação científica como o Sr. Dr. Masaru Emoto faz isto…

Estas são as imagens finais de um trabalho de pesquisa deste Sr., que decidiu provar como a energia das palavras influencia verdadeiramente, neste caso a agua.

Tudo começou porque se deixou fascinar por uma água que curava muita gente, agua essa muito respeitada e bem tratada pelas pessoas que tinham depositado nela a sua fé. Não sabia bem como faze-lo, apesar de estar decidido até que um dia alguém disse ‘não há dois flocos de neve iguais’, fez-se a ideia, abriu-se a consciência e começou a submeter a mesma agua a várias energias, depois de congelada, fotografa a agua e pode perceber-se perfeitamente a diferença entre os seus cristais. Gostos não se discutem, é certo, mas neste caso atrevo-me a dizer que os cristais submetidos à musica ou a vibrações de palavras de amor são bem mais bonitos que os outros. Depois de ouvir música bastante tempo ou de lhe serem ditas bastantes vezes algumas palavra de afecto a agua é congelada. As fotografias são tiradas com a água congelada o que leva o fotógrafo e os observadores a terem que estar bastante bem abrigados para não sentir os graus negativos a que está submetido todo o laboratório.

A imagem que se segue é a imagem do cristal de água destilada submetido as vibrações energéticas da música de Mozart. Em baixo temos a fotografia da água submetida à acusação constante: “tu estas doente”.


Amor e ódio...

Se a agua é o principal constituinte do corpo humano (entre 70 a 75%) o que farão as palavras connosco?

Para saber mais pode visitar o site do Dr. Emoto e tem também o livro do Dr. Emoto traduzido em português As mensagens escondidas da água, é o título.

P.S. - O que foi dito à agua foi dito em japonês ... (detalhe solicitado por leitores curiosos)

sexta-feira, junho 15, 2007

Se faz falta e temos de sobra.. porque razão ainda falta?

É constante o comentário... 'Beja não tem mercado para isso'... aqui nos vamos ficando e Beja não tem mercado para quase nada, facto mais que comprovado pelo comércio tradicional. Beja apenas tem mercado para lojas de chinocas que vendem absolutamente de tudo, produtos que já se vão afastando um pouco daquele 'nada' que se descreve como sendo o produto mais vendido em Beja... mas enfim...
A minha questão hoje é... se Beja não vende nada e não tem mercado para quase nada porque razão se instalam negócios de fora aqui em Beja? Porque pensam as pessoas de Évora em investir aqui. Porque é que o Viva Fit, ginásio para mulheres, é de pessoas de fora? Porque é que uma das lojas mais arranjadinhas das Portas de Mértola veio de Évora para cá? Porque é que alguem decidiu trazer a Clinica Persona? Não será altura de começar a pensar que Beja tem mercado para alguma coisa ... ou teremos que continuar a ir à Guia para fazer compras em condições?
Será que um pouco de estimulo aos jovens desempregados não traria projectos de interesse à cidade? Como é que se explica que numa cidade onde existe uma ESE que forma anualmente bastantes Educadores de Infancia... numa cidade assim, não haja infantários que cheguem e haja Amas de trazer por casa a cobrar 125.00 € sem recibo e exigêncis várias por cada criança que senta no tapete da sala?!
Não será esta a cidade do desencontro de ideias?

quarta-feira, junho 06, 2007

1º Lugar para Beja Portugal


Mencionado a semana passada que não poderíamos deixar de acreditar na cidade, na região e nos seus potenciais, com agradecimento prévio a todos os que não deixavam cair os ombros dizendo, ‘não vamos a lado nenhum’, várias são as alegrias que comprovam que quem acredita vai longe.

Ganhou o 1º Prémio, do concurso de Qualidade de Mário Solina para os Azeites Virgem Extra 2007, um azeite daqui da terra. Sociedade Agrícola Do Monte Novo e Figueirinha, S. Brissos – Beja (Portugal) viu reconhecido o esforço da sua aposta neste concurso a nível mundial onde competia com azeites de diversas nacionalidades. Este nome é mais novo mas relaciona-se com outro mais antigo conhecido aqui da cidade, Cameirinha, que menciono por ter sido também uma empresa que não deixou de acreditar.

73 Azeites foram a concurso: 1 de Croácia, 1 de Chipre, 2 de Egipto, 29 de Espanha, 5 de França, 15 de Grécia, 6 de Irão, 2 de Itália, 9 de Portugal, 2 de Síria e 1 da Tunísia.

9 Foram os prémios atribuídos dos quais os portugueses albergaram 3 - Herdade Dos Coteis, S. Agrícola, Moura (Portugal) de uma das 3 categorias, Casa Agrícola Cortes de Cima, Vidigueira (Portugal) um dos 2º lugares. Portugal e o seu Alentejo o grande vencedor com 3 prémios, Espanha e Grécia com 2 França e Egipto com 1 prémio cada.

P.S. - Acho que nem devo referir que o facto de trabalhar para o Grupo apenas contribuiu para que tivesse contacto com a notícia mais rapidamente, de outro modo poderia tardar mais mas reconheceria de igual modo o seu mérito merecido.

sábado, junho 02, 2007

Hamlet ... para ver na Capricho

© David Silva

Agradecia no Post anterior a quem trazia coisas novas a Beja, a quem não deixava de acreditar na cidade. Pois é, parecendo que me lia, meu colega de liceu David Silva apresenta pela 2ª vez Hamlet na Capricho Bejense. Por ele, os motivos desta aposta ...


titulo: Teatro

Homlet - Companhia de Teatro da Capricho


De volta às origens

"Beja, lugar parado no tempo, com necessidade de respirar, vir à superfície, de brisas de ar fresco e sangue novo. Renovar e reconhecer potencialidades. Fortalecer raízes. Voltar a casa, onde se aprenderam os primeiros passos. Ver com maior clareza. Choque de escala, tudo passou a ser ter a lógica de Lewis Carrol. Aprender também com quem sabe menos.
A pedra no charco. O Teatro é uma partilha de experiências, emoções e cicatrizes que se rasgam connosco e saram nos outros. Ouvir, estar em alerta... e disponível para o outro. Confiar, ouvir, deixar-se levar e não querer nada.
Medo. Dar o primeiro murro no estômago."
David Silva

quarta-feira, maio 30, 2007

Beja para o Turista


Não conheço pessoalmente os seus funcionários, não sei pessoalmente se as conversas atingem este dramatismo mas o que é certo é que aqui, regressando do centro histórico, os turistas queixam-se bastante do nosso Posto de Turismo e descrevem cenas dantescas de ironia rude.

Falei aqui muitas vezes da problemática das lojas e das coisas para os locais, mas Beja não é só para nós, ou pelo menos não deveria ser. Cidade com interesse histórico inquestionável está enclausurada e não se mostra, não se orgulha exibindo-se. E se é verdade que o termo exibicionista é um pouco duro e pode facilmente ser associado a algo negativo, quando se refere a Turismos exibir é um imperativo. Mostrar, expor… o que temos, o que fazemos, trazer gente, trazer dinheiro, mostrar não só as coisas que os antigos fizeram mas aquelas que somos capazes de fazer, os nossos espectáculos os nossos cafés, os nossos bolos e pastelaria regional, o comer caracóis ao fim da tarde na esplanada. Nós gostamos de fazer isso, viajar, conhecer, ser bem atendidos nas aldeias, vilas, cidades que visitamos no estrangeiro. Como pode o Turista saber algo se ao fim de semana é raro encontrar informação, se o horário exposto na porta é meramente expositivo e cumprido de modo flutuante. O Volto Já é recorrente segundo as queixas que tenho…

O Alentejo tem potencial. Tem calma em tempos de stress, tem beleza natural num mundo de prédios, tem fluência para os que se enclausuram nos seus carros em trânsitos infernais, tem silêncio para os que constantemente sente o espírito assaltado pelas buzinas e ambulâncias. Isto é ouro para os que não vivem assim, porque não dar-lhes também um pouco disto, porque não ajudar a que sintam no dia em que nos visitam, a mesma qualidade que desejamos que exista sempre aqui… Parece-me quase ilegítimo não tratar bem as pessoas que vêem desfrutar de tudo isso. Fechar-lhes as portas nos dias que deveriam ser os dias de movimento, ou não ser cumpridor de um horário estabelecido e exibido só porque é difícil estacionar no centro.

O estado de espírito da cidade é preocupante a todos os níveis… o desinteresse brutal instala-se e pelas artérias da cidade vai-se espalhando. O entusiasmo dos poucos é fantasioso para os normais contaminados pela estagnação. Os estrangeiros e portugueses que visitam sentem isso e sentem que a cidade não esta feita para turismos, chegam a perguntar 'somos os unicos turistas'. Que bom que aqueles que fantasiam não desistem e não abandonam a cidade e ainda nos premeiam com espectáculos, esperanças, livrarias, projectos aqui e ali e blogues vários a discutir o futuro da região.

Obrigado

segunda-feira, maio 21, 2007

Biografia

Tive amigos que morriam, amigos que partiam

Outros quebravam o seu rosto contra o tempo.

Odiei o que era fácil

Procurei-te na luz, no mar, no vento.

"No Tempo Dividido e Mar Novo",

1985: 82

Sophia de Mello Breyner Andresen

Porque não podemos pensar naqueles que quebram o seu rosto contra o tempo, nem naqueles que partem sem olhar para trás, sem nos querer fazer sorrir… e porque devemos celebrar aqueles que nos apoiam e ajudam a ser melhores e a estar feliz por conseguir…

E se bem que o amor é dar sem querer retribuir, mesmo sem querer receber é bonito sentir que perto de nós os amigos também nos dão assim, sorrisinhos aos molhos J

Obrigado a todos os que participaram de alguma maneira nesta aventura da exposição e que me mostraram que acreditam no trabalho que posso desenvolver.

Obrigada

terça-feira, maio 15, 2007

Exposição


É na realidade até dia 17 de Junho se quiserem ir visitar ...
Estão todos convidados a fazer críticas mordazes que serão tudo menos In_uteis

quinta-feira, maio 03, 2007

Ovibeja


Já vamos nós no 5º dia da Ovibeja… ou direi na 5ª noite?

Esta é aquela feira que se pode contar pelas noites de farra imensa, este ano um pouco arruinadas pelo frio que se faz sentir. Mais importantes os cubos que tem a vender caipirinhas que a divulgação da região, seus produtos e eventos…

No sábado passado, as entradas no Hospital de Beja de jovens em coma alcoolico foram, nada mais, nada menos, do que 25. Isso não representou um problema porque as bebedeiras pareciam estar sincronizadas, revezando-se, sem criar pânico no pessoal com poucas macas disponíveis. Esta é uma situação que me deixa triste, porque, posto isto, dando uma volta à feira, pode ser fácil perceber o desmazelo de alguns pavilhões. Parece-me a mim, que o Município de Gaia (exemplo aleatório entre muitos possíveis) sabe que pouco pode fazer por adolescente famintos de álcool e de relações fortuitas entre amigos ou conhecidos que, de outro modo, ou noutra altura, não se juntariam, e, talvez por isso, nem se prepare. A feira, naquilo que deveria ser o seu verdadeiro conteúdo, tem algumas coisas estranhas mas como as podemos referir dada a importância dada àquela parte da feira que a vai divulgando pelos jovens do país?

Sem Beja Alternativa, ou outros grandes eventos de marcada consideração o jovem alentejano vê-se obrigado a gozar em 7 dias aquilo que não pode fazer muitas mais vezes, se não for apreciador de bailes da pinha ou de festas de aldeia (essas sim proliferam pela região).

Os hi5’s da zona são renovados de ano a ano e as legendas pouco mudam … Ovibeja 2007 poderá começar encontrar-se em muitas das próximas actualizações. As aulas são sacrificadas nesta altura para libertar o estudante e a euforia que impera dada a época cada vez me faz menos sentido. A feira, parece-me a mim, esta a perder o seu interesse para maiores de 20 e a ganhar considerável importância a quem se deseja embebedar. E esta é a festa da minha terra e por isso me interrogo.

As pessoas queixam-se que este é um investimento que vai valendo menos a pena fazer porque a feira não vende, ninguém entra nos pavilhões para fechar negócio e aqueles metros quadrados, mais a estadia, são coisas que ficam caras às empresas que se vem dar a conhecer. E este desinteresse instalado é coisa que parece não alterar os critérios da feira, nem preocupar a população.

Mas se não é este, qual o propósito de fazer esta feira?